Um dia,
quando minha voz estiver presa,
vitíma de tua emocional avareza,
depositarás sobre minha mesa, teu amor.
Julgando ser de grande monta, a tardia afronta,
verás, com dor, que naõ mais ocupo o andor.
Engolida pela fadiga,de quem mendiga,
massacrada na insegurança,qual criança,
buscando espaço, em teu lapso,
finei de amor.


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