© Dalva Agne Lynch
Para Rose Oliveira
e seu poema Suaviloqüência


Elevou-me a alma
palavras de tanta calma...
A beleza quase insana
flutuou em minha tela
e de repente a vida é bela
em contraste com o mundo
cheio do ódio profundo
dos que não sabem viver.
Mas há quem seja Profeta
como você, Rose Poeta.
Ainda se o mundo gritar
Rose! não pare de poetar.


© Dalva Agne Lynch


Suaviloqüência

Flutua minh'alma,
qual progne liberta,
na vastidão do horizonte.
Fluidos revestem-na
de odores sutis.
Delicado matiz
lhe confere a aurora.
Sons suaviloqüentes
guiam-na rumo ao infinito,
portal que a resguardará
do inamável,
anteparo perficiente
frente ao pérfido,
indesejável.
 
Aracaju,
18/02/2003

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